A pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, repete o mesmo retrato há anos: praticamente toda empresa brasileira conectada mantém perfil em alguma rede social, e uma parcela bem menor tem site próprio. Faz sentido. Abrir um perfil leva dez minutos e não custa nada. Só que os dois não fazem o mesmo trabalho.
Rede social é onde as pessoas passam o tempo. Site é onde elas vão quando já decidiram procurar. São dois momentos diferentes da mesma venda, e a maioria das empresas só ocupa o primeiro.
O perfil é terreno alugado
Tudo que você publica numa rede social fica sob as regras de outra empresa. Quem enxerga o seu post é o algoritmo que decide. Se a conta for restringida por engano, e isso acontece, você perde o histórico, os comentários e o contato de quem te seguia, sem ninguém para reclamar. Não existe suporte por telefone.
No site, o endereço é seu, o conteúdo é seu e a lista de quem entrou em contato é sua. Se amanhã a rede social da vez mudar, o site continua no lugar.
Ninguém pesquisa no Instagram por "conserto de ar-condicionado"
Esse é o ponto que mais custa dinheiro. Quando o cliente tem um problema agora, ele abre o Google e digita o que precisa junto com a cidade. Quem aparece nesse resultado é quem tem página indexada respondendo àquela busca. Perfil de rede social quase nunca aparece ali, e quando aparece é sem contexto, sem preço e sem prova.
Essa busca com intenção de compra é a mais barata que existe: o cliente já quer contratar. Você só precisa estar na lista.
O combo que funciona
Para empresa local, o que dá resultado é a soma de três coisas, e não uma só:
- Perfil da Empresa no Google preenchido de verdade: horário, endereço, fotos recentes e avaliações respondidas. É o que aparece no mapa.
- Site próprio com uma página por serviço, cada uma respondendo a uma busca específica, em vez de uma página genérica falando de tudo.
- Rede social para manter presença e mostrar rotina, apontando de volta para o site.
O Google cruza as três informações. Quando nome, endereço e telefone batem nos três lugares, a sua empresa ganha confiança no resultado local.
O mínimo que um site precisa ter
Site institucional não precisa ser grande. Precisa responder rápido a cinco perguntas de quem chega:
- O que vocês fazem, em uma frase que um leigo entenda.
- Para quem, para o visitante saber em dois segundos se é o caso dele.
- Qual a prova de que funciona: clientes, fotos do trabalho, números, avaliações.
- Quanto custa, ou pelo menos a faixa e como o orçamento é feito.
- Como falar com você agora, com o botão à vista em qualquer altura da página.
Se o seu site já responde a essas cinco, ele está fazendo o trabalho dele. O resto é melhoria.
Por onde começar sem virar um projeto de seis meses
A armadilha comum é querer lançar o site completo, com blog, área do cliente e catálogo inteiro. Ele nunca fica pronto. O caminho mais rápido é publicar quatro páginas boas, uma para cada serviço principal, com contato direto, e ir crescendo a partir do que as pessoas realmente procuram.
A partir do momento em que o site está no ar, o Google Search Console mostra de graça por quais termos você já aparece. Essa lista costuma ser a melhor pauta possível para as próximas páginas.
Escrito pela equipe da Innovate Apps, que desenvolve sites, sistemas web e aplicativos para empresas em todo o Brasil.