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Até onde a planilha aguenta: quando trocar o Excel por um sistema

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Vale começar reconhecendo o óbvio: planilha é uma das melhores ferramentas já inventadas. É rápida de montar, todo mundo sabe mexer e resolve problema de verdade. Boa parte das empresas que atendemos deveria continuar usando planilha para várias coisas.

O problema é outro. É quando a planilha deixa de ser rascunho e vira, sem ninguém decidir isso, o sistema oficial da empresa. A partir daí ela passa a ser cobrada por algo que nunca foi projetada para fazer.

Os sinais de que passou do ponto

  • Existe mais de uma versão do arquivo circulando, e alguém precisa dizer qual é a certa.
  • Uma pessoa só entende as fórmulas. Quando ela sai de férias, a empresa trava.
  • O mesmo dado é digitado duas ou três vezes, em lugares diferentes, por pessoas diferentes.
  • Ninguém consegue dizer quem alterou aquele número, nem quando.
  • Não dá para dar acesso parcial: ou a pessoa vê tudo, ou não vê nada.
  • Fechar o mês virou um trabalho de dois dias de recortar, colar e conferir.

Um sinal isolado não quer dizer nada. Três ou quatro juntos significam que a planilha já está custando mais caro que um sistema, só que o custo aparece em hora de trabalho e em erro, e não numa fatura.

O que um sistema entrega que a planilha não entrega

Não é tela bonita. São quatro coisas estruturais:

  1. Um dado, um lugar. Todo mundo lê e escreve na mesma base, ao mesmo tempo, sem versão paralela.
  2. Regras que impedem o erro na entrada. O campo não aceita data inválida, o pedido não fecha sem cliente, o estoque não fica negativo.
  3. Permissão por pessoa. O vendedor vê os clientes dele, o financeiro vê os valores, o dono vê tudo.
  4. Histórico. Fica registrado quem mudou o quê e quando, e isso resolve discussão em vez de criar.

A consequência prática é que o relatório deixa de ser uma tarefa. Ele passa a existir o tempo todo, porque os dados já estão organizados no formato certo.

Como migrar sem parar a empresa

A migração é a parte que dá medo, com razão. O caminho que funciona é sempre o mesmo:

  1. Mapear o processo como ele é hoje, e não como deveria ser. Sistema que automatiza um processo idealizado não é usado.
  2. Importar o histórico da planilha já na primeira versão. Sistema que começa vazio parece um retrocesso para quem usa.
  3. Rodar em paralelo por algumas semanas, com a planilha ainda de pé como rede de segurança.
  4. Desligar a planilha numa data combinada. Sem essa data, a empresa fica anos mantendo os dois.

E quando a planilha continua sendo a resposta

Se o cálculo muda toda semana, se é você sozinho que usa, se é análise pontual e não rotina, fique com a planilha. Sistema serve para processo repetido, com mais de uma pessoa envolvida e com consequência quando erra. Fora disso, é gastar dinheiro para engessar algo que funcionava solto.

Escrito pela equipe da Innovate Apps, que desenvolve sites, sistemas web e aplicativos para empresas em todo o Brasil.

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