Quem nunca contratou o desenvolvimento de um sistema costuma imaginar uma de duas cenas: uma reunião e, meses depois, o sistema pronto, ou um projeto que nunca termina. Nenhuma das duas precisa acontecer. A criação de um sistema sob medida bem conduzida passa por etapas previsíveis, e em quase todas a sua empresa vê algo funcionando.
Este é o caminho que seguimos aqui. Ele serve também de régua para avaliar a proposta de qualquer fornecedor.
Etapa 1: levantamento do processo
Antes de qualquer tela, é preciso entender como o trabalho acontece hoje: quem lança o quê, onde o papel ainda circula, qual planilha é a oficial, onde o trabalho trava e o que acontece quando alguém erra. O ideal é ver a operação acontecendo, e não só ouvir a descrição dela numa reunião.
O resultado dessa etapa é um mapa do processo real e uma lista do que mais dói. É dali que sai a primeira versão do sistema, e não de uma lista de desejos.
Etapa 2: escopo por escrito e protótipo
Com o processo mapeado, o escopo vira documento: o que entra na primeira versão, o que fica para depois, prazo e valor. É também aqui que se define quem pode ver quais dados, uma exigência da LGPD que é muito mais fácil de resolver no papel do que depois do sistema pronto.
Junto com o escopo vem um protótipo navegável das telas principais, para a equipe clicar e dizer "não é assim que a gente faz" antes de existir uma linha de código. Mudar um protótipo custa minutos. Mudar um sistema pronto custa semanas.
Etapa 3: desenvolvimento em entregas curtas
O sistema é construído em ciclos de uma ou duas semanas. A cada ciclo, uma parte nova fica disponível para testar num ambiente separado, com dados de exemplo. É o oposto de sumir por três meses e voltar com tudo pronto, e o motivo é prático: quanto mais cedo alguém da operação usa, mais cedo aparecem os detalhes que ninguém lembrou de contar.
- Cadastros e permissões costumam vir primeiro, porque todo o resto depende deles.
- Em seguida, o fluxo principal: o pedido, a ordem de serviço, o atendimento, o que for o coração da operação.
- Relatórios e painéis vêm por último, quando já existe dado de verdade para mostrar.
Etapa 4: migração, treinamento e virada
Sistema que começa vazio parece retrocesso para quem vai usar. Por isso o histórico que está nas planilhas é importado antes da virada. Depois vem um treinamento curto com cada perfil de usuário e um período rodando em paralelo com o jeito antigo, até a data combinada para desligar a planilha.
Etapa 5: suporte e evolução
Depois que entra em produção, o sistema passa a ser usado de verdade, e é nessa fase que aparecem as melhores ideias de melhoria. O suporte cobre correções e pequenos ajustes; a evolução cobre funções novas, sempre priorizadas pelo que a operação mais precisa naquele momento.
O que a sua empresa precisa fazer
Um projeto de sistema não dá para terceirizar por completo. Do lado do cliente, três coisas fazem toda a diferença:
- Uma pessoa responsável, com tempo reservado na agenda e autonomia para decidir as dúvidas do dia a dia.
- Acesso a quem faz o trabalho, e não só a quem gerencia. É quem está na ponta que sabe onde o processo falha.
- Disposição para testar cada entrega na semana em que ela chega, enquanto o assunto ainda está fresco.
Quanto ao prazo, uma primeira versão utilizável costuma levar de seis a doze semanas. Prazo bem menor que isso normalmente significa um escopo menor, e não um atalho.
Para empresas de Taubaté e da região, fazemos o levantamento presencialmente, porque ver a operação de perto encurta todas as etapas seguintes. Para o resto do Brasil, o mesmo processo funciona por vídeo.
Escrito pela equipe da Innovate Apps, empresa de software em Taubaté – SP que desenvolve sites, sistemas web e aplicativos para empresas do Vale do Paraíba e de todo o Brasil. Veja como trabalhamos com criação de sistemas web sob medida em Taubaté e região.